Para conhecer uma parte da Lua, não é preciso percorrer mais de 384 mil quilômetros a bordo de um foguete; sequer sair do país. Basta uma visita ao Museu Dom Digo de Souza, em Bagé. Um fragmento do satélite natural da Terra, único catalogado em solo brasileiro, será exposto a partir do dia 27 de julho – em homenagem aos 50 anos do primeiro pouso realizado pelo Programa Apollo, em terreno lunar (quando Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua), celebrado neste sábado.
Acomodada em uma pequena esfera de acrílico, em um retábulo de madeira identificado com a bandeira do Brasil que integrou a missão lunar, a pedra de aparência esponjosa pesa 1,1 grama e mede pouco menos de um centímetro. Mas não se engane com as dimensões. A amostra rara (uma entre as 135 que foram distribuídas pelo mundo) é uma prova física da segunda expedição tripulada à Lua, realizada pela NASA (agência especial dos Estados Unidos).
A pedra confiada à instituição, que é mantida pela Fundação Attila Taborda (Fat/Urcamp), foi entregue ao presidente Emílio Garrastazu Médici, pelo governo dos Estados Unidos. A pequena rocha foi levada, pelo general bajeense, para uma fazenda em Dom Pedrito, antes de ser entregue, no início da década de 1970, ao historiador Tarcísio Taborda, por intermédio do advogado Fernando Sérgio Lobato, amigo do ex-presidente militar, que recebeu o artefato de presente. A peça ficou exposta até 1999, quando uma pedra semelhante, obtida ilegalmente, em Honduras, na América Central, despertou o interesse de colecionadores.
Uma das gestoras dos museus mantidos pela Fat/Urcamp, Maria Luíza Pêgas (Lala), destaca que a procura pela pedra, em Bagé, é constante. “Recebemos ligações com frequência. Também costumamos receber visitantes que querem vê-la”, destaca, ao salientar que a localização da amostra é secreta. “Foi retirada de exposição, no início dos anos 2000. Agora só é exposta em ocasiões especiais, em exposições programadas”, reforça.
Carmen Barros (Lula), que também atua como gestora dos museus mantidos pela Fundação Attila Taborda, adianta que a exposição em homenagem aos 50 anos da chegada do homem à Lua será acompanhada por uma espécie de contextualização histórica. “Muitas coisas aconteceram em 1969. Médici era o presidente do Brasil. Foi o ano em que Pelé marcou seu milésimo gol e que os Beatles fizeram o último show ao vivo. A ideia é contextualizar os acontecimentos daquele ano, destacando a viagem à Lua”, revela.
Mar da Serenidade
Batizada de amostra 70017, a rocha lunar mantida pelo Museu Dom Diogo de Souza foi coletada em 1972, no vale de Taurus-Littrow, localizado na borda sudeste do denominado Mar da Serenidade, ao longo de um anel de montanhas formado entre 3,8 e 3,9 bilhões de anos.
O museu mantido pela Fundação Richard Nixon, presidente dos Estados Unidos entre 1969 e 1974, informa, em seu site oficial, que, após o retorno da Apollo 11, em 1969, uma série de rochas lunares foram enviadas para governos no exterior, salientando que cada um dos 50 estados americanos recebeu uma amostra.
Existe registro de exposição de uma rocha, no Brasil, em 1970. A amostra teria cumprido roteiro extenso de exposições em países da América do Sul. “Depois que a Apollo 17 retornou à Terra, em dezembro de 1972, Nixon organizou o envio de pedras lunares para chefes de Estado de 135 países”, destaca comunicado do museu.
Última missão
O programa Apollo foi desenvolvido em um contexto histórico pontual, marcado pela corrida espacial, uma espécie de disputa política e tecnológica, travada entre a União Soviética e os Estados Unidos, no período da Guerra Fria. A manutenção do projeto foi inviabilizada pelo custo. A Apollo 17 foi a sexta e última missão no programa Apollo a explorar a superfície lunar, mas a primeira a levar um cientista à Lua. De acordo com informações da NASA (agência espacial dos Estados Unidos), o geólogo Harrison Schmitt integrou a equipe de apoio da Apollo 15. Na Apollo 17, ele serviu como piloto do módulo lunar Challenger. Eugene Cernan era o comandante e Ronald Evans pilotou o módulo América.
A NASA também informa que ‘os dois objetivos principais (da Apollo 17) eram obter amostras de terras altas mais antigas que o impacto que criou a Cratera Imbrium (a área que a Apollo 15 havia explorado) e investigar a possibilidade de um vulcanismo explosivo’. A missão foi cumprida com êxito.
Os astronautas encontraram o solo laranja perto da cratera Shorty. A cor se deve ao vidro vulcânico laranja e preto que se formou no tipo de erupção vulcânica explosiva conhecida na Terra como uma fonte de fogo. “Eles permaneceram na superfície lunar por 75 horas, a mais longa visita até o momento. Com a ajuda do seu rover (veículo utilizado pelas expedições), percorreram mais de 22 milhas (cerca de 36 quilômetros)”, pontua a NASA.
A agência espacial destaca, ainda, que os astronautas ‘implantaram ou conduziram 10 experimentos científicos, incluindo o conjunto de instrumentos do ‘Apollo Lunar Surface Experiments Package’; tiraram mais de duas mil fotografias e coletaram cerca de 110 quilos de amostras de solo e rochas em 22 locais diferentes’.
Destino cobiçado
Apenas os Estados Unidos obtiveram êxito com missões tripuladas à Lua, com o programa Apollo (Apollo 11 e Apollo 17), encerrado na década de 1970. União Soviética e China também realizaram missões não tripuladas à Lua. Japão e Índia organizaram missões à órbita lunar. Em janeiro deste ano, a sonda chinesa Yutu-2 foi a primeira a pousar na face oculta da Lua. Em abril, a sonda Beresheet, primeira tentativa de pouso lunar por uma empresa privada, lançada por engenheiros de Israel, não alcançou o objetivo.
O egresso do Curso de Sistemas de Informação da Urcamp, Paulo Castro, foi aprovado para cursar o Mestrado em Data Science na Universidade de Maryville, em Saint Louis, no estado de Missouri.
Paulo Castro concluiu a sua graduação na Urcamp no 1º semestre de 2016, e seguiu a carreira na área de tecnologia da informação no Uruguai, tendo desde o ano passado participado do longo processo de aceitação para cursar o mestrado, ao qual obteve êxito e está de mudança para os Estados Unidos. “Aproveito essa oportunidade para agradecer aos professores da instituição que contribuíram para a minha formação e exalto que serei um representante da Urcamp em Saint Louis”. Maryville University é uma universidade privada do estado de Missouri. Foi originalmente fundada em 1872, pela Sociedade do Sagrado Coração e oferece mais de 90 cursos nos níveis de graduação, pós-graduação e doutorado para estudantes de 50 estados e 47 países.
Ao todo, os docentes foram convidados para proferir palestras em 5 eventos de enorme importância no meio científico mundial. O professor Rafael Reis foi chamado a falar no “Bacteriology-2019”, ocorrido de 08 a 10 de julho de 2019 em Paris, França e no “International Conference on Clinical and Pharmaceutical Microbiology”, em Roma, Itália, entre 23 e 25 de outubro de 2019, evento para o qual o docente guarda grande expectativa.
Já o professor Guilherme Cassão Marques Bragança, Coordenador do Curso de Farmácia da URCAMP recebeu convite para palestrar em 3 eventos, a saber: “3rd Global Congress on Plant Biology and Biotechnology (GPB 2019)” ocorrido de 11 a 13 de março de 2019 em Singapura; no 4th Edition of Global Conference on Plant Science and Molecular Biology” que acontecerá em Londres de 19 a 21 de setembro de 2019 e a “5th Edition of Global Congress on Plant Biology and Biotechnology” que ocorrerá em Valência, Espanha de 23 a 25 de março de 2020, onde o docente abordará os resultados encontrados com as pesquisas desenvolvidas na URCAMP com a temática voltada, sobretudo, a antioxidantes extraídos de vegetais do Bioma Pampa.
Estes congressos“são locais de encontro para especialistas do mundo inteiro que trarão novas contribuições científicas de forma interdisciplinar”. Esta troca de saberes envolvendo diferentes culturas traz um agregado de conhecimento que abre horizontes e expõe a necessidade de constante atualização, com foco na preservação e sustentabilidade, assuntos globalmente tratados.
Sua importância é representada principalmente para aqueles que, como nós, buscam melhorias na qualidade de vida humana e animal com utilização responsável, ética e, sobretudo, sustentável dos recursos que a natureza oferece; e em nosso caso falamos especialmente no Bioma Pampa.
“Estes são convites muito especiais para nós enquanto profissionais e para a URCAMP, visto que é reflexo do reconhecimento do trabalho de pesquisa desenvolvido na instituição, trazendo-nos a certeza de que nossos esforços estão sendo cada vez mais reconhecidos na comunidade científica”, relata Bragança.
“Não recebemos este convite sozinhos, pois pensamos que não se faz nada na solidão. Este convite tem um pouco de todos que ajudam a construir os nossos projetos. Ele tem o apoio da gestão, o trabalho dos colegas professores, o carinho dos demais colaboradores, e, sobretudo, a dedicação e o empenho permanente dos alunos”, relatam os docentes.
Expresso/Urcamp apresentou, no dia 15 de julho, sua equipe de Handebol Feminino. Pela primeira vez em sua curta trajetória, o Expresso São Gabriel, em parceria firmada com a Urcamp Curso de Educação Física, disputará o campeonato municipal feminino da modalidade.
A equipe de Handebol Feminino do Expresso Urcamp, formada por 17 atletas, conta como dirigente Giancarlo Bina, Odair Souza e Soila Gomes, juntamente com o técnico João Bisogno e auxiliar técnico Valdenir Cruz.
O Curso de Educação Física será responsável pela preparação e avaliação física das atletas, bem como na cedência dos espaços físicos para a realização de alguns treinamentos, que serão ministrados por acadêmicos do Curso sob a supervisão dos professores da Urcamp.
Essa parceria visa o apoio ao esporte amador no município de São Gabriel e região, vinculando a Urcamp como apoiadora do desenvolvimento social por meio de atividades esportivas, bem como, fortalecer a imagem da instituição nas comunidades onde esta inserida.
O Site da Urcamp está passando por uma série de modificações e, principalmente, sendo atualizado e revisado quanto às informações.
A partir de agora, sou a responsável por ele, e para melhor atender a nossa comunidade interna, criamos uma nova modalidade no Cômpeto, denominada "Gerenciamento de Conteúdo Site Urcamp".
Sempre que tiverem algo para inserir/modificar, crie um protocolo.
Ah, pois é! Depois do corrido semestre, com provas, trabalhos e muito aprendizado, é chegada a hora de descansar nas merecidas férias de inverno.
Para alguns, essa é uma despedida. O momento em que o ensino superior chega ao final. É chegada a hora de dizer adeus aos bancos acadêmicos, à Instituição, e alcançar os tantos objetivos traçados durante o tempo que esteve conosco, trocando experiências e infinitas oportunidades de aprendizagem.
A Urcamp tem orgulho de cada um de seus estudantes. Aos que encerram, hoje, uma jornada, fica o nosso até logo; o nosso convite para que retornem a nos visitar, quando quiserem. Nossos ambientes serão sempre de vocês. E vocês, enquanto egressos, serão sempre parte dessa nossa história. Se quiserem retornar como estudantes, temos nossas pós-graduações. Caso desejem outra graduação, estaremos felizes em sermos parte de mais uma conquista.
E aos que apenas saem em férias, nosso desejo de descanso, de alegria, de 'até breve'; nos vemos em 1º de agosto, junto aos novos acadêmicos.
De qualquer forma, a Urcamp é nossa; é tua; é da comunidade. A Urcamp é de todos aqueles que são parte da nossa trajetória de mais de 60 anos!
“Não existe nada mais gratificante do que trazer resultados para quem, de braços abertos, nos acolheu, mesmo que este local seja parte da nossa Urcamp, como é o caso do HU. Isso nos enriquece enquanto seres humanos, e nos proporciona a oportunidade de sermos melhores, também, enquanto profissionais”, Guilherme Bragança.
Quem escolhe uma graduação na área da saúde, já tem, em sua própria formação, o dom de cuidar do próximo. A profissão se torna parte dos ideais, e a Urcamp procura incentivar seus acadêmicos, também, neste sentido. Um exemplo dessa realidade acontece na disciplina de Estágio em Farmácia Hospitalar, e, na tarde de hoje, foi dia de encerramento das atividades, com a IV Mostra de Casos Clínicos, no Hospital Universitário da Instituição.
Três professores, doze alunos e um objetivo: estudar e vivenciar a história hospitalar dos pacientes. Esse é o foco trabalhado na disciplina, que teve encerramento na quinta-feira, com a apresentação na IV Mostra de Casos Clínicos em Farmácia. Coordenados pelos professores Guilherme Brangança, Ana Carolina Zago e Cíntia Ambrózio, os acadêmicos cumpriram a jornada de estágio optando por suas temáticas “Eles escolhem um paciente e acompanham toda a história clínica dele, de acordo com o tema que escolheram estudar no semestre. Temos casos de cuidados paliativos, dependência química, tuberculose e outras tantas que conquistam a atenção dos estudantes”, explica Ana Zago.
Como devem entregar um artigo científico no Estágio, a maioria dos acadêmicos opta por desenvolvê-lo aliado a esta prática e, em alguns casos, o tema está ligado ao Trabalho de Conclusão de Curso. “Eles acompanham a evolução do quadro de cada paciente que escolheram no Hospital Universitário da Urcamp, e a pesquisa está relacionada a diferentes áreas e profissionais da saúde. Dentro desse semestre, os alunos fazem diversos links em razão do cuidado individual, e, por consequência, acabam solucionando alguns casos”, frisou Guilherme Bragança, que é Coordenador do curso de Farmácia da Instituição.
Gleicimara Oliveira Trindade, optou por avaliar uma senhora de 62 anos, a qual, na apresentação, chamou de Maria – sempre preservando a identidade do paciente, mesmo no caso de estar entre colegas e professores. O trabalho resultou, ainda, em seu artigo científico, que tinha como tema o uso da Morfina. “Eu escolhi esse caso em razão dos problemas de saúde dela serem câncer na coluna e hipertensão, portanto, a Morfina fazia parte do quadro médico”, ponderou ao iniciar a sua apresentação na Mostra. Porém, antes do acadêmico descrever o que acompanhou, como os medicamentos prescritos, por exemplo, ele descreve o que significa a patologia a ser estudada.
Troca de aprendizagem
Quando chega o dia da Mostra e, por consequência, o encerramento do Estágio, alunos e professores confraternizam na sala de aula do Hospital Universitário da Urcamp. Porém, o que os coordenadores da atividade mais enfatizam, é a troca de experiências e aprendizagem. “É uma discussão muito rica entre docentes e discentes. Eles apresentam toda construção que fizeram durante o semestre, geralmente sobre casos incomuns, com entrevistas e relatos, e isso nos proporciona uma troca. Neste momento, todos somos aprendentes e isso contribui com a formação pessoal e profissional de todo grupo”.
“Não existe nada mais gratificante do que trazer resultados para quem, de braços abertos, nos acolheu, mesmo que este local seja parte da nossa Urcamp, como é o caso do HU. Isso nos enriquece enquanto seres humanos, e nos proporciona a oportunidade de sermos melhores, também, enquanto profissionais”, conclui Guilherme ao explicar que nesta disciplina os acadêmicos têm que apontar pelo menos uma fragilidade e, ao apresentá-la, contribuir como forma de melhoria a ser oferecida ao Hospital.
Para o próximo semestre, o coordenador do curso de Farmácia já deixa o spoiler “teremos novidades, e o máximo que posso contar é que promete ser o primeiro na metade Sul”.
Hoje é dia de gravação de Libras aqui na Urcamp, Campus Bagé.
E como a palavra do momento é interagir, a nossa equipe, composta pelo jornalista Jeferson Vainer e professora Ana Paula Moreira, está organizando os bastidores para mais uma série de edições de nossos audiovisuais, enquanto os acadêmicos circulam pelo saguão do prédio central 👏👏👏