16/03/2026 às 09:59
A cerimônia que formou os cinco novos médicos veterinários também reservou espaço para a outorga do Mérito Acadêmico, oferecido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul à formanda Caroline dos Santos Nunes. O título é concedido ao aluno que concluir seu curso com o melhor desempenho somado pelos critérios de avaliação da instituição. Quem entregou o certificado foi a conselheira do CRMV-RS, Giseli Rolim.
FORMANDOS
Caroline dos Santos Nunes
Erik Aliano Evald
Julia Cáceres Gonçalves Ferraz
Leonardo Gonçalves Esteves
Vitória Alende de Castro.
PROFESSORES HOMENAGEADOS
Caroline Formoso De Menezes
Natália Hofmann Risso
Taís Maria Bento Pires
Gabriel Nunes Charão
Fernanda Porcela Dos Santos.
FUNCIONÁRIOS HOMENAGEADOS
Lia Moraes
Paulino Montanha Marques
Leia mais13/03/2026 às 17:40
A noite da última quinta-feira, 12, foi de festa para os alunos da Agronomia e da Medicina Veterinária da Urcamp. Em uma ação conjunta, o Diretório Acadêmico da Agronomia e a Atlética da MedVet, organizaram o evento de volta às aulas com muita integração acadêmica e confraternização entre os estudantes, fechando a rua em frente ao Ginásio Corujão.
A atividade contou com a animação do DJ Luquinhas e do DJ Dado Salis, além da participação do trailer “Dos Dos”, proporcionando um ambiente descontraído, acolhedor e festivo para toda a comunidade universitária. Além dos cursos idealizadores, o evento reuniu estudantes de diversos outros cursos da Urcamp, fortalecendo o convívio entre diferentes áreas do conhecimento e estimulando a construção de vínculos dentro do ambiente universitário.
“Momentos como esse são fundamentais no início do semestre, pois contribuem para que os acadêmicos se sintam motivados, integrados e parte ativa da instituição”, destaca a coordenadora do curso de Agronomia, Ana Bicca. Para o presidente do DA da Agronomia, Eduardo Salis, além do caráter recreativo, a confraternização teve papel importante na promoção da convivência saudável, do espírito de equipe e do sentimento de pertencimento à universidade”.
O próximo encontro do pessoal da Agronomia e da Medicina Veterinária será no dia 9 de abril, quando os diretórios acadêmicos dos diferentes cursos se reunirão para promover o Urcamp InFest. O evento vai comemorar o retorno às aulas de toda a instituição, em frente ao campus central, em Bagé.
Leia mais13/03/2026 às 16:05
Em agenda oficial na capital federal, o reitor da Urcamp, Guilherme Cassão Marques Bragança, esteve no gabinete do deputado federal Afonso Hamm. Em pauta, as demandas estratégicas que visam o fortalecimento do Ensino Superior e o anúncio de novos investimentos para o Hospital Universitário mantido pela Fundação Attila Taborda (FAT) – Urcamp.
Afonso Hamm anunciou a destinação de mais R$ 500 mil de emenda parlamentar para o orçamento de 2026. O recurso será aportado na modernização tecnológica e no fortalecimento dos serviços de saúde prestados pelo HU aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de dar sequência ao projeto de atendimento oftalmológico pediátrico, o recurso ainda será investido em ações de custeio e no laboratório de terapia ocupacional e fonoaudiologia da Urcamp, atendendo a solicitação do vereador João Schardosim.
O deputado Afonso Hamm reiterou seu compromisso histórico com a instituição, destacando que a Urcamp é um pilar fundamental para o desenvolvimento regional. Conforme o parlamentar, apoiar a universidade e o hospital é uma forma direta de investir no futuro dos jovens e na qualidade de vida de toda a comunidade regional.
Rede de apoio
Hamm ressaltou que tem priorizado a área da saúde com o propósito de salvar vidas. “O HU merece atenção especial pelo volume e qualidade dos atendimentos realizados em benefício da população regional”, enfatiza,ao parabenizar o trabalho do reitor frente às instituições comunitárias. Bragança, por sua vez, afirma que o apoio do deputado para o hospital tem sido decisivo para a manutenção de serviços vitais, como o tratamento oftalmológico pediátrico, que realiza mais de 2.500 atendimentos anuais. “Esse projeto, idealizado pela oftalmologista Renata Vitral, em parceria com HU para os atendimentos gratuitos há quatro anos, vem mantendo o atendimento graças à emenda destinada por Hamm e que também atende a solicitação do vereador Cléber Zuliani”, relata.
O reitor lembrou que os recursos destinados por Hamm já viabilizaram melhorias significativas para os atendimentos e serviços, além da compra de ambulância, raio-x, usina de oxigênio, unidade transfusional, camas, oxímetros, mesa cirúrgica, equipamentos hospitalares e, também, contribuiu com recursos para o funcionamento do tomógrafo.
“Na mesma medida em que recebemos o apoio, também precisamos reconhecer a importância de uma parlamentar que faz a diferença para milhares de pessoas que dependem dos serviços hospitalares e educacionais da Urcamp”, declara Guilherme Bragança.
Leia mais13/03/2026 às 15:36
“Direito das Sucessões na Reforma do Código Civil: o que fica para os que ficam”? Esta indagação foi o tema da aula inaugural do curso de Direito realizada na noite da última quinta-feira, 12, em todos os campi da Urcamp. Ministrada pela advogada Bruna Razera, especialista em Direito de Família e Sucessões, o evento trouxe atualizações a um tema que concentra muito a atenção, não apenas de advogados, mas, também, de produtores rurais e empresários do agronegócio.
Dedicado a ser um momento marcante para o período de recepção aos acadêmicos, a aula Inaugural foi organizada simultaneamente pelas quatro coordenações de curso da Urcamp nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste. Alegrete, Bagé, Santana do Livramento e São Gabriel foram reunidas pela transmissão ao vivo na rede social Youtube, o que permitiu experiências presenciais nos campi ou híbridas, com a participação garantida pela internet.
Mediado pela professora Civana Silveira Ribeiro, o encontro promoveu uma reflexão atualizada sobre as mudanças no Código Civil e seus impactos no Direito das Sucessões, reunindo estudantes, professores e a comunidade acadêmica de cada região para o debate. A abertura também contou com a participação, por via digital, do reitor da instituição, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, que cumpre agenda institucional em Brasília.
Durante a palestra, Bruna Razera destacou que a proposta de reforma do Código Civil tende a ampliar a autonomia das famílias no planejamento da transmissão de patrimônio, mas também exige atenção aos possíveis efeitos jurídicos. “A reforma aponta para uma maior liberdade na organização da herança e para um planejamento sucessório mais estruturado. Ao mesmo tempo, quando a lei deixa conceitos mais abertos, aumenta o papel interpretativo do magistrado e isso pode gerar maior insegurança jurídica”, avaliou.
A atividade integrou a programação de recepção aos acadêmicos, reforçando o compromisso do curso de Direito da Urcamp com a formação crítica e atualizada dos estudantes.
Leia mais12/03/2026 às 16:54
Os alunos da Turma 32 do Curso Técnico em Administração da Escola Justino Costa Quintana realizaram, no último dia 10, o evento “Mulheres que inspiram: gestão, conhecimento e protagonismo”. O encontro foi voltado à troca de experiências sobre carreira, liderança feminina e os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho.
A atividade foi desenvolvida pelos estudantes Ághata Severo, Gabriel Marques, Murillo Costa, Náthaly Bitervid e Pedro Milano, sob orientação da professora Sharon Charqueiro, egressa do curso de Administração da Urcamp. A proposta foi criar um espaço de diálogo entre os estudantes e as profissionais convidadas, permitindo que trajetórias e vivências reais ajudassem a ampliar o olhar sobre o mercado profissional.
O encontro contou com a participação das professoras Rita Jorge e Paula Lemos, coordenadoras dos cursos de Administração e de Sistema da Informação da Urcamp, além da contadora e corretora de imóveis, Jaíne Cortes. Durante o bate-papo, as convidadas compartilharam experiências de suas trajetórias profissionais, abordando desde os desafios enfrentados ao longo da carreira até a importância da formação acadêmica, da persistência e do desenvolvimento de habilidades de liderança.
“O evento foi uma homenagem alusiva ao Dia da Mulher e muito significativa para nós, enquanto instituição comunitária. Temos diversas mulheres ocupando cargos de gestão, mulheres que são mães, professoras, gestoras e líderes. Diante de tantos desafios sociais e políticos enfrentados pelas mulheres ao longo dos anos, é fundamental reconhecer a relevância da presença feminina nesses espaços de liderança”, destacou a professora Paula Lemos, que assumiu a pró-reitoria de Inovação, Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Urcamp no último dia 9.
Já a professora Rita Jorge destacou a proposta da escola .“Foi muito gratificante participar de um evento tão importante e ter a oportunidade de interagir com os jovens, que em breve estarão frequentando o ensino superior”.
O evento buscou estimular reflexões sobre igualdade de oportunidades e representatividade no ambiente de trabalho. A iniciativa também reforça o papel da escola em promover atividades que vão além da sala de aula, preparando os alunos para compreender as dinâmicas do mercado e da sociedade.
Leia mais12/03/2026 às 15:33
O início de março é sempre um período importante para restaurar as energias e retomar as iniciativas em defesa dos direitos das mulheres. Por isso, desde o dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher - a Urcamp está envolvida em várias ações próprias ou associadas a entidades locais. Quem tem representado a instituição de ensino superior nas agendas de engajamento social é a presidente da Fundação Attila Taborda, a professora doutora Mônica Palomino de los Santos.
Na tarde de segunda-feira,9, a Urcamp participou da blitz da Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal. Junto das estagiárias do Núcleo de Práticas Jurídicas, Manuela Rodrigues Figueirola Cunha e Helena Alves Thomas, Mônica Palomino acompanhou a ação da vereadora Andrea Galina na distribuição de folheteria informando sobre conscientização e acolhimento de mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade, casos atendidos pela no Legislativo local.
Na mesma tarde, a Urcamp e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul inauguraram o Banco Vermelho, como símbolo de resistência das mulheres contra os altos índices de violência dos quais têm sido vítimas no mundo inteiro. O ato contou com representantes institucionais do setor público e teve o desenlace oficial realizado pela juíza Paula Machado Ferraz, representando o TJRS.
Já na tarde do último dia 11, a presidente da FAT esteve presente na Aula Inaugural do Programa Mulheres Mil, organizado pela pela 6ª Delegacia Penitenciária Regional e pelo Presídio Regional de Bagé. A iniciativa acontece por meio da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) e da Secretaria da Estadual de Educação (Seduc), que oferecem capacitações e formações pela primeira vez oferecidas em ambiente de privação de liberdade. Todas elas também receberão uma bolsa-formação, como forma de incentivo à permanência e conclusão. Com foco no empreendedorismo, o programa aposta na ressocialização e na diminuição do ciclo de reincidência.
Leia mais12/03/2026 às 08:55
A utilização da literatura como meio de formação e estímulo ao pensamento crítico esteve no centro da aula inaugural dos cursos de Pedagogia e História da Urcamp, realizada na noite de terça-feira, 10, no Museu Dom Diogo de Souza. O encontro contou com a palestra “A ficção como porta de entrada para a educação”, ministrada pelo advogado formado pela Urcamp e escritor Rodrigo Tavares.
A atividade reuniu estudantes, professores e representantes do meio cultural para refletir sobre as possibilidades de trabalhar a ficção dentro do processo educativo, especialmente na formação de futuros pedagogos e historiadores. A proposta do evento foi discutir a literatura não apenas como narrativa artística, mas como uma ferramenta capaz de estimular sensibilidade, imaginação e pensamento crítico no ambiente escolar.
A abertura da aula inaugural contou com a saudação da pró-reitora de Inovação, Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Urcamp, professora doutora Paula Lemos Silveira, e da diretora do museu, Carmen Barros, que destacaram o simbolismo do encontro ao reunir educação, memória e produção literária em um espaço cultural da cidade. A coordenação da atividade foi da professora doutora Clarisse Ismério, responsável por conduzir o diálogo entre literatura e formação acadêmica.
Durante a palestra, Rodrigo Tavares abordou o potencial da ficção como porta de entrada para o aprendizado. Autor de obras como Carancho (2023), Ainda que a terra se abra (2020), Andarilhos (2017) e Noite Escura (2009), além dos e-books Contos Sangrentos e A Tropeada, o escritor ressaltou que os livros podem ampliar a percepção de mundo dos estudantes e contribuir para a formação de leitores críticos.
“Os livros são portas abertas para o pensamento crítico e podem ser utilizados para a ampliação do mundo dos estudantes”, afirmou. Para ele, o diálogo com futuros educadores representa também um gesto de confiança no papel transformador da educação. “Foi uma noite de crer em um futuro mais próspero. A educação estará em boas mãos”, destacou.
A estudante do segundo semestre de Pedagogia, Daiana Teichrieb Vargas, avaliou que a discussão reforçou a importância de integrar literatura e educação no processo formativo. Segundo ela, a reflexão permite compreender a leitura não apenas como atividade pedagógica, mas como experiência humana capaz de despertar curiosidade e imaginação.
“O encontro destacou como a literatura pode despertar curiosidade, imaginação e pensamento crítico nos estudantes. Para quem está em formação na área da educação, essa reflexão reforça a importância de olhar para a literatura como um caminho potente para aproximar o conhecimento da sensibilidade”, comentou.
A programação também contou com a participação especial da Confraria Poetas Livres de Bagé, representada pela presidente Cleuza Silveira e pela vice-presidente Lúcia Oliveira. As integrantes apresentaram aos estudantes a trajetória do coletivo cultural e destacaram o papel da literatura na sociedade contemporânea.
Durante a atividade, foram recitados os poemas Museu Dom Diogo e O que não se perde, de Lúcia Oliveira, além de Educar e Mulheres, de Cleuza Silveira. Na ocasião, foi entregue um exemplar da coletânea “Poetizar faz bem” para o acervo do museu e para a biblioteca da Urcamp.
Para a professora Clarisse Ismério, a aula inaugural buscou justamente promover um espaço de reflexão sobre as múltiplas possibilidades de trabalhar a literatura dentro da educação. “A literatura é uma forte aliada no processo formativo tanto na Pedagogia quanto na História, pois amplia horizontes e estimula diferentes formas de compreender o mundo”, ressaltou.
Leia mais09/03/2026 às 23:05
Como resultado de uma parceria iniciada em 2025, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, o curso de Direito e a Urcamp inauguraram oficialmente, na noite desta segunda-feira, 9, um dos maiores símbolos de conscientização a respeito da violência contra mulheres. Colocado no saguão do campus central, em Bagé, o Banco Vermelho simboliza a luta das instituições contra a violência e feminicídio que, mesmo ainda no início das contagens deste ano, alcança índices assustadores.
O desenlace oficial foi feito pela presidente da Fundação Attila Taborda, professora Mônica Palomino de los Santos, pela juíza Paula Machado Abero Ferraz, que representou o TJRS, e pela coordenadora do curso de Direito da Urcamp, Lourdes Helena Martins. No mesmo ato, as lideranças locais do setor foram convidadas a participar visando marcar o Dia Internacional da Mulher dentro das atividades da terceira semana de retorno às aulas.
Parceria que deve continuar
Representando o TJ-RS, a juíza da Vara de Execuções Criminais de Bagé e da 2ª Vara Criminal, Paula Machado Abero Ferraz, disse que o Banco Vermelho teve origem em 2016, na Itália, e tem a cor vermelha porque representa o sangue das mulheres que foram vítimas de violência. “Com o passar do tempo esta mensagem chegou a outros países. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul foi um dos primeiros a encampar e colocar este projeto em prática”, antecipou a magistrada. “Então, eu fico muito feliz de ser bageense, de ter estudado na Urcamp e ter tido a oportunidade de ter dado início a uma campanha tão significativa quanto esta”, concluiu.
A coordenadora do curso de Direito da Urcamp destacou os primeiros passos do projeto, oriundos de pesquisas realizadas pela Urcamp e pela interação com o Tribunal de Justiça. Lourdes Helena Martins apontou que o banco foi acolhido em Bagé desde 30 de outubro de 2025, quando a Urcamp sediou a quinta reunião regional da CEVID - Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do RS. “E este trabalho não termina por aí. Vamos avançar nas propostas de trabalho de pesquisa integrados ao TJRS na aplicação dos grupos reflexivos de violência de gênero. Este trabalho foca na reeducação de homens autores de violência doméstica para prevenir a reincidência. Baseados em técnicas de grupos operativos, atuam em mais de 42 comarcas gaúchas, abordando masculinidade, Lei Maria da Penha e desconstrução de comportamentos violentos”, explica a coordenadora.
Já a presidente da FAT acredita que a Urcamp é uma instituição de Ensino Superior consciente de seu papel formador de profissionais de alta performance, mas que traz em seus valores a formação para a cidadania. “Somos um centro universitário, somos geradores de massa crítica e de agentes transformadores. Por isso, o Banco Vermelho e esta parceria com o TJRS nos dá oportunidade de reforçar a luta por direitos, mas sobretudo, pelo respeito às mulheres”, argumenta Mônica Palomino.
Presenças
- Secretária municipal de políticas públicas para a mulher de Bagé, Patrícia Alves
- Diretora do Instituto Penal de Bagé, Pamela Viana de Camargo;
- Vereadora Ana Paula Moreira;
- Presidente da Comissão da Mulher Advogada da Subseção local da OAB, Lélia Lemos de Quadros
- Representando o deputado federal Afonso Hamm, Márcia Marinho e Leonel Chimendes
- Pró-reitora de Ensino da Urcamp, professora doutora Ana Ceolin Colpo
- Pró-reitora adjunta de Ensino da Urcamp, professora mestra Marília Barbosa
- Pró-reitora de Inovação, Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Urcamp, professora doutora Paula Lemos da Silveira
- Procuradora institucional da Urcamp, professora mestra Rita Jorge
Leia mais
09/03/2026 às 13:45
O egresso do curso de Ciências Biológicas da Urcamp, Wellington Vasconcelos de Souza, 26 anos, natural de Pinheiro Machado, apresentou um trabalho científico na 36ª edição do Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ) e na 3ª Conferência da Zoologia na Indústria (CIZOO), realizados de 2 a 5 de março de 2026, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O evento ocorreu no Grand Carimã Resort & Convention Center e teve como tema central “Zoologia do Futuro: parcerias inovadoras entre ciência, sociedade e indústria”.
A pesquisa apresentada por Wellington traz o registro inédito de um indivíduo de perereca-do-banhado (Boana pulchella) com axantismo, encontrado no município de Pinheiro Machado. O anfíbio, pertencente à família Hylidae, apresentou características claras dessa alteração de pigmentação, marcada pela predominância da coloração azulada. O encontro é considerado incomum, já que registros desse tipo são raros em anfíbios, especialmente na espécie identificada. Segundo o pesquisador, a descoberta contribui para ampliar o conhecimento científico sobre variações de coloração em anfíbios e sobre a biodiversidade da região da Campanha.
Wellington realizou sua graduação em Ciências Biológicas pela Urcamp entre os anos de 2019 e 2023. Após a conclusão do curso, fez uma pós-graduação em Gestão, Licenciamento e Fiscalização Ambiental. Desde 2020, ele atua na área de resgate e monitoramento de fauna na Usina Termelétrica Pampa Sul.
De acordo com o egresso, a formação acadêmica foi fundamental para sua atuação profissional e para o desenvolvimento da pesquisa apresentada no congresso. “A Urcamp e o curso de Ciências Biológicas tiveram um papel importante na minha formação. Durante a graduação tive contato com excelentes professores e com uma base curricular que foi importante para entender melhor os processos”, afirma.
Ele destaca ainda que a formação oferecida pela Urcamp vai além do conteúdo teórico. “Além do conhecimento em sala de aula, o curso também oferece a prática e o contato com a realidade da região, o que me ajudou a desenvolver um olhar mais técnico sobre as questões ambientais”, ressalta.
Para Wellington, essa experiência acadêmica contribuiu diretamente para sua atuação profissional, especialmente nas áreas de manejo de fauna e educação ambiental, além de possibilitar a participação e contribuição em trabalhos científicos voltados à região da Campanha.
Leia mais08/03/2026 às 22:32
Grupo marca avanço da presença feminina na profissão
ESPECIAL DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Por Érica Alvarenga - acadêmica do curso de Jornalismo
A presença feminina na Medicina Veterinária tem crescido de forma significativa nas últimas décadas, e um exemplo dessa transformação pode ser visto na Urcamp em Bagé. No curso de Medicina Veterinária da instituição, uma turma do último ano é composta exclusivamente por mulheres, um cenário que simboliza mudanças históricas na profissão e reforça o avanço da representatividade feminina na área.
A coordenadora do curso, Paula Santos, explica que essa transformação não aconteceu de forma repentina, mas é resultado de um processo gradual que vem sendo observado em todo o país. Segundo ela, há alguns anos as mulheres já são maioria nas turmas de graduação, refletindo uma tendência que também se repete em outras áreas do Ensino Superior. “Essa mudança no perfil da Medicina Veterinária já vem acontecendo há décadas no Brasil inteiro. Quando conversamos com colegas de outras instituições e até dentro da própria Urcamp, percebemos que já faz muitos anos que temos mais mulheres do que homens nas turmas”, explica.
A turma atual iniciou o curso durante o período da pandemia e, ao longo da graduação, foi passando pelas etapas comuns da formação e ajustes no percurso acadêmico. Somente quando as estudantes chegaram ao 9º semestre é que a coordenação percebeu que todas as integrantes da turma eram mulheres. “Quando elas foram para o 9° semestre eu percebi que eram só mulheres e até fiz uma brincadeira com elas sobre isso. Foi naquele momento que elas também começaram a perceber”, conta a coordenadora.
Durante muito tempo, a Medicina Veterinária foi vista como uma área predominantemente masculina, especialmente em atividades relacionadas ao trabalho com grandes animais e produção rural. No entanto, esse cenário vem se transformando. De acordo com Paula, a presença feminina já se consolidou em diferentes campos da profissão. “No passado era mais comum ver mulheres atuando apenas com cães e gatos. Hoje encontramos profissionais em todas as áreas, inclusive na produção e no trabalho com grandes animais”, afirma.
Apesar do avanço, a coordenadora reconhece que ainda existem desafios relacionadas ao preconceito de gênero dentro da profissão. “Eu já tenho mais de 20 anos de atuação na área e ainda existe um certo preconceito em relação à atividade da mulher na veterinária. Mas hoje vejo que a situação é bem melhor do que quando comecei. Há muito menos resistência”, destaca.
Para ela, a presença feminina também desempenha um papel importante na formação de novas gerações de profissionais e na transformação da mentalidade dentro do mercado de trabalho. “Os estudantes já ingressam no curso compreendendo que muitas das profissionais responsáveis por sua formação são mulheres. Isso contribui para uma aceitação muito maior dessa realidade”.
União e identificação entre as estudantes
Para as alunas, estudar em uma turma formada apenas por mulheres tem um significado especial e simbólico. Acadêmica de Veterinária, Eduarda Leite Rodrigues acredita que a experiência representa uma forma de quebrar estereótipos historicamente associados à profissão. “Acho que uma palavra que resumiria bem seria desmistificação. Historicamente as turmas de Medicina Veterinária eram compostas em sua maioria por homens, e hoje vemos um crescimento muito grande do público feminino na área. Nossa turma demonstra bem isso”, afirma. Embora a dinâmica das aulas não tenha mudanças significativas, Eduarda diz que o ambiente compartilhado entre mulheres cria uma identificação importante entre as colegas. “Dentro do ambiente acadêmico compartilhamos desafios, inseguranças e conquistas parecidas. Isso acaba gerando empatia e compreensão das vivências umas das outras”, explica.
A estudante Daiane da Silva Kaufmann destaca que o apoio mútuo foi fundamental ao longo da graduação. “Passamos juntas por provas difíceis, estágios, noites de estudo e momentos de alegria. Isso cria uma união muito grande, onde uma sempre está apoiando a outra”, relata. Para a estudante, integrar uma turma exclusivamente feminina também representa um marco na conquista de espaço das mulheres na profissão. “Mostra a força e a dedicação das mulheres que estão conquistando cada vez mais espaço em áreas que antes eram dominadas por homens. É inspirador ver tantas mulheres com o mesmo sonho, se apoiando e crescendo juntas”, afirma.
Representatividade e inspiração
Para as estudantes, a presença feminina crescente na profissão também tem um papel inspirador para outras meninas que desejam seguir carreira na área. A coordenadora acredita que a formação de mulheres veterinárias contribui diretamente para ampliar a representatividade. “Essas meninas muitas vezes vão trabalhar com grandes animais, e isso mostra que toda mulher é capaz de atuar na Medicina Veterinária, ser competente e ocupar os espaços”, afirma Paula.
No contexto de celebração pelo Dia Internacional da Mulher, Eduarda acredita que a turma representa um símbolo de resistência e conquista. “Sabemos das lutas históricas por direitos e oportunidades para as mulheres. Ver cada vez mais mulheres ocupando espaços que antes não tinham presença feminina mostra o avanço dessas conquistas”, destaca.
Para Daiane, fazer parte desse grupo é motivo de orgulho. “Representa força, conquista e evolução. Mostra que as mulheres estão ocupando cada vez mais espaços na ciência, na saúde e em diversas profissões”, afirma.
A medida que se aproximam da conclusão da graduação, as futuras médicas veterinárias carregam consigo não apenas a realização de um sonho, mas também o simbolismo de uma geração que ajuda a transformar a profissão. “A realização de um sonho. Trabalhar, lutar por esse objetivo e mostrar que somos capazes de ser tudo aquilo que desejamos”, resume Eduarda.
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